A narrativa do filme começa com o atentado de 11 de setembro em Nova York, e nesse dia o pai de Oskar está em um dos prédios que foi atingido. O pai de Oskar se chama Thomas e sua mãe se chama Linda. Oskar é um garoto de 9 anos com alguns medos e interesses peculiares. Oskar apresenta características da Síndrome de Asperger que é um estado do espectro autista, que geralmente tem uma maior adaptação funcional. As pessoas com Asperger têm dificuldades em se comunicar verbalmente ou não verbal, dificuldade em interagir com outras pessoas, parecem insensíveis, são focados em suas atividades de interesse e às vezes têm sensibilidade sensorial. Oskar em especial tem interesses variados mas em especial por coisas exatas. Ao perder o pai a um ano atrás, Oskar sente que as memórias e os sentimentos vividos com o pai estão sendo esquecidas. Até o momento em que ele encontra uma chave misteriosa dentro de um envelope escrito Black deixada dentro de um vaso azul, o estimulando a procurar uma fechadura para aquela chave. O menino acredita ser uma pista deixada pelo pai, para que os dois continuassem próximos de alguma forma.
A relação com o pai de Oskar é muito linda, pois o pai tem uma sensibilidade para com o filho, compreendendo que o filho tem dificuldade de interação social ele criava algumas estratégias como criar cartões de visitas para que o filho conseguisse se apresentar aos outros e criava também expedições para que ele conseguisse se relacionar e ter algumas experiências. A relação de Oskar com sua mãe é um pouco diferente, ambos parecem cada dia mais distantes depois da perda de Thomas. Em relação a chave no envelope escrito Black, Oskar cria estratégias para aquele mistério, listando todas pessoas com esse sobrenome. A jornada que ele faz encontrando outras pessoas e interagindo com elas, ajudando as com algumas tarefas, mostra uma beleza do ser humano em reconhecer que somos interdependentes e que precisamos de compreensão, e a outra beleza do filme foi mostrar a visão de uma criança com Asperger, e em como podemos agir com elas ou como entendê las. E acredito que o filme foi bem fiel em descrever que devemos tratá-las com respeito e com carinho , assim como qualquer outra pessoa. também outro aspecto do filme em relação ao Asperger, foi sobre fazer o diagnóstico e aceitar o possível resultado.
Ao final do filme mostra uma reviravolta na relação de Oskar com sua mãe, mostrando o apoio que dá a ele o ajudando indiretamente na jornada e descobrindo também que ela consegue superar essa dor e que é capaz de entender o seu filho, e Oskar se mostra aliviado por ter alguém que pensa como ele além do seu pai.
O filme é muito emocionante por abordar questões familiares e a Síndrome de Asperger, algo que parecia ser algo desconhecido, mas no filme fica mais esclarecedor.
- Filme disponível na HBO.

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