O filme Como estrelas no céu conta a história de Ishaan Awasthi, um menino de nove anos que mora com sua família na Índia, o filme retrata sua rotina familiar e escolar em um cenário de exclusão de crianças com deficiência. Ishaan é uma criança que apresenta dificuldades escolares com notas baixas pois é disperso e de comportamento travesso, ao contrário de seu irmão mais velho Yohan que se destaca por bom comportamento e boas notas. Com o risco de reprovar na escola, o pai de Ishaan decide transferir o menino para um colégio interno no meio do ano letivo, sendo os pilares desta nova escola ordem, disciplina e trabalho, com o objetivo de formar alunos bem sucedidos. Nesta nova escola o perfil dos professores se percebe que são tradicionalmente focados nos conteúdos das suas respectivas matérias.
Ishaan tem uma dificuldade que não é percebida pelos seus professores, porém com a chegada de um professor temporário de artes chamado Ram, com aulas mais empolgantes com músicas, contação de história e um olhar atento para cada aluno. O professor Ram de maneira sensível, observa sua turma buscando conhecê-los e percebe que Ishaan tem algo de diferente e identifica que ele tem dislexia. A partir de então entra em contato com a família para explicar que a dislexia é a dificuldade em aprender a escrever e a ler, por conta de não conseguir relacionar a grafia com os sons e também dificuldades de realizar outras atividades simples como amarrar o cadarço.
A partir do filme podemos analisar o comportamento proativo do professor Ram, buscando estabelecer contato com a família e com a direção da escola para uma solução e intervenção em relação a dislexia de Ishaan. Outro ponto que se destaca no filme em relação ao professor Ram é o seu conhecimento do direito de ensino para todas as crianças e em especial para as crianças com deficiência, mostrando ainda mais a sua vocação para o ensino. O filme nos traz oportunidade para reflexões sobre como as crianças demonstram sinais de que precisam de ajuda, assim como Ishaan dando seu sinal ao dizer que as letras dançavam, um sinal que outrora fora ignorado, assim nos permitindo a observar a diferença entre professores com capacidades que vão além do seu conhecimento sobre a matéria, olhando mais profundamente para o aluno em suas capacidades ou limitações.
O filme como obra e material de estudo é ótimo para os educadores e futuros educadores, pois ele nos lembra que independente da cultura não podemos rotular, excluir e deixarmos nossa sensibilidade com o próximo de lado.
- O filme está disponível no YouTube.

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